Crime aconteceu em abril deste ano e teria sido motivado por desentendimento financeiro

Goianésia- A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) decidiu, por unanimidade, substituir a prisão preventiva de José Alves Carneiro por prisão domiciliar. O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (7), durante sessão do colegiado.

José Alves é réu pelo assassinato do empresário Júlio César Araújo, de 55 anos, morto a tiros em abril deste ano, no município de Ceres, na região Central de Goiás.

As advogadas de defesa, Mirelle Gonsalez e Eduarda Miranda da Costa Bernardes, afirmaram que o tribunal concedeu parcialmente o pedido de habeas corpus apresentado em favor do acusado.

O réu responde pelos crimes de homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Conforme a denúncia do Ministério Público de Goiás (MP-GO), José Alves e a vítima mantinham amizade há cerca de 25 anos, mas o relacionamento teria sido abalado por conflitos envolvendo uma dívida.

Segundo a acusação, no dia do crime, José Alves foi armado até a “Oficina do Neguinho”, local onde Júlio César estava. Após uma discussão que evoluiu para agressões físicas, o empresário foi atingido por disparos de arma de fogo.

Entenda o caso

O crime ocorreu no dia 10 de abril de 2026, em Ceres. De acordo com as investigações da Polícia Civil, a motivação estaria ligada a um desentendimento financeiro entre os dois homens.

Três dias após o homicídio, José Alves se apresentou espontaneamente à Polícia Civil. Em depoimento, afirmou que Júlio César teria uma dívida de aproximadamente R$ 300 mil, valor que, segundo ele, teria sido emprestado durante o período da pandemia. O acusado alegou ainda que a vítima passou a negar o débito ao longo do tempo.

A investigação aponta que a discussão entre os envolvidos terminou em confronto físico e, posteriormente, nos disparos que mataram o empresário.

Imagens de câmeras de segurança registraram parte da confusão. Os vídeos mostram o início da discussão dentro de um estabelecimento comercial e a continuidade da briga do lado de fora. Em determinado momento, os envolvidos saem do alcance das câmeras, e os tiros podem ser ouvidos logo em seguida.

Após o crime, o suspeito fugiu em uma caminhonete. A Justiça decretou prisão temporária e, depois de se apresentar às autoridades, ele foi encaminhado para a unidade prisional de Ceres.