Goianésia - Com a Copa do Mundo de 2026 já em andamento, a tradicional coleção de figurinhas voltou a fazer parte da rotina de muitos torcedores em Goianésia. Além de movimentar o comércio, o álbum tem aproximado crianças, jovens e adultos em uma prática que atravessa gerações e ganha força a cada edição do torneio.
Um dos principais pontos de encontro dos colecionadores é a loja Planeta Games, onde a procura pelo álbum e pelos pacotes de figurinhas superou as expectativas. Os encontros de troca realizados aos sábados também têm reunido dezenas de participantes e se consolidado como momentos de convivência e interação.
Adultos dividem espaço com as crianças
De acordo com o proprietário da Planeta Games, André Pereira Silva Lacerda, o colecionismo tem atraído públicos de diferentes idades. Segundo ele, muitos adultos participam ativamente da busca pelas figurinhas e da missão de completar o álbum.
"Está meio que 50% entre crianças e adultos, porque, na verdade, quem acaba colecionando no final são os adultos que vão atrás das figurinhas para completar o álbum. Tem muito adulto colecionando e muitos colecionadores", destacou.
Para o empresário, os encontros de troca também ajudam a fortalecer a convivência entre os participantes e proporcionam momentos de descontração e compartilhamento de experiências.
Álbum ajuda a reduzir o tempo nas telas
A professora Janaína Mendes da Silva afirma que o interesse do filho Samuel Mendes pela coleção trouxe mudanças positivas para a rotina da família. Segundo ela, o menino passou a dedicar menos tempo aos dispositivos eletrônicos e a demonstrar maior curiosidade sobre os países, jogadores e aspectos culturais ligados à Copa do Mundo.
"Samuel passa horas envolvido. Ele me relata informações e curiosidades sobre os jogadores e os países que disputam a Copa do Mundo deste ano. Mostra detalhes das bandeiras, das camisas das seleções e fala até sobre turismo de alguns países. Acho isso maravilhoso. Percebo que ele, ao seu modo, aprende e também me ensina", afirmou.
A professora destaca ainda o valor afetivo da experiência.
"Esse resgate de práticas que fizeram parte da minha infância muito me alegra. Vivi essa emoção com meu pai e hoje vivo essa emoção com meu filho. São momentos de grande interação e conexão que, com certeza, ficarão guardados na memória dele como boas lembranças em família", acrescentou.
Figurinhas raras e trocas fazem parte da diversão
Aos nove anos, Samuel conta que uma das partes mais divertidas da coleção é abrir os pacotinhos e descobrir se há alguma figurinha especial.
"Eu fico feliz e muito curioso para saber se vai vir uma figurinha rara. Quando vem, eu comemoro bastante e minha irmã fica feliz comigo. Das que já tenho coladas no álbum, as minhas preferidas são o símbolo do Brasil e a 00", relatou.
Segundo o garoto, as figurinhas repetidas se transformam em moeda de troca com familiares e amigos.
"As repetidas eu troco com meu irmão, com meu padrasto e com os colegas da escola. E, quando vem um símbolo raro, eu consigo trocar por quatro ou cinco figurinhas normais", contou.
Em meio ao avanço do entretenimento digital, a tradição das figurinhas continua encontrando espaço entre as novas gerações. Mais do que completar o álbum, os colecionadores compartilham histórias, fortalecem vínculos familiares e redescobrem o valor das experiências vividas longe das telas.




