Goianésia - A primeira etapa da Reforma Tributária entra em vigor no dia primeiro de janeiro, mas mais de 70% das empresas de médio e grande porte no Brasil ainda não adaptaram seus sistemas internos às novas exigências. O dado acende um sinal de alerta, especialmente para setores com elevada complexidade fiscal, como varejo, indústria e agronegócio.
De acordo com o auditor de tributos Lucas Morais, essa fase inicial da transição marca o início da aplicação de alíquotas de teste e da obrigatoriedade de novos documentos fiscais eletrônicos. Ele ressalta que a atualização dos sistemas é indispensável para evitar inconsistências, falhas operacionais e possíveis penalidades. “É fundamental que as empresas promovam ajustes imediatos em seus sistemas para garantir conformidade com as novas regras e evitar problemas fiscais”, afirmou.
Morais explica que o ano de 2026 dará início a um cronograma gradual de transição, que se estenderá até 2033. Ao final desse período, tributos como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS serão definitivamente extintos e substituídos pelo novo modelo previsto na Reforma Tributária. Segundo o auditor, o objetivo desse processo escalonado é permitir uma adaptação organizada tanto por parte das empresas quanto da administração pública. “A transição foi estruturada para reduzir impactos na operação das empresas e na arrecadação dos entes federativos”, pontuou.
Durante o período de adaptação, a prioridade será testar sistemas, revisar processos internos e assegurar a correta emissão dos novos documentos fiscais eletrônicos. O auditor destaca que a preparação antecipada é decisiva para reduzir riscos, evitar retrabalho e garantir maior segurança na migração para o novo regime tributário.
A atenção deve ser redobrada principalmente em segmentos com grande volume de operações e elevada carga administrativa, como a indústria e o comércio varejista. Segundo Morais, atrasos na adaptação podem resultar em multas, problemas no fluxo de caixa e dificuldades na emissão de notas fiscais, comprometendo a continuidade das atividades.
Especialistas orientam que as empresas iniciem imediatamente a revisão de seus sistemas de gestão, invistam em capacitação das equipes internas e mantenham diálogo constante com contadores e consultorias especializadas. A expectativa é que apenas com planejamento e adequação prévia seja possível atravessar o período de transição da Reforma Tributária de forma segura e sem prejuízos operacionais.




