Carga tributária e custos logísticos contribuem para preços mais altos

Goianésia- Os motoristas de Goianésia começaram o mês de dezembro enfrentando reajustes nos preços dos combustíveis. O litro da gasolina comum, que custava, em média, R$ 6,50, passou para R$ 6,69, valor acima da média nacional, atualmente em R$ 6,17, segundo dados da Petrobras. O etanol também registrou alta, superando 20 centavos em alguns postos, sendo encontrado por cerca de R$ 5,19 o litro.

O motociclista Rone Anderson apontou que os aumentos frequentes pesam no orçamento diário de quem depende do veículo. “Meu gasto com combustível é alto todos os dias. Aqui em Goianésia, os preços sempre ficam acima do que encontramos em outras cidades, então acaba sendo ainda mais complicado para a gente”, relatou.

Segundo especialistas, em Goiás, fatores como carga tributária elevada e custos logísticos contribuem para que os preços dos combustíveis fiquem acima da média de outras regiões. Com o reajuste, um motorista goianesiense chega a pagar, em média, R$ 0,19 a mais por litro de gasolina, o que pode representar quase R$ 10 a mais em um tanque cheio.

O economista Ivo Morais explica que existe uma defasagem entre os preços praticados no mercado interno e as variações do mercado internacional. “Os reajustes da gasolina não acompanham automaticamente a cotação do petróleo no mercado internacional. Muitas vezes, o repasse ocorre de forma gradual. Assim, mesmo quando o preço do petróleo se mantém estável, nem sempre há um aumento imediato tão significativo”, esclareceu.

Diante da alta da gasolina e do etanol, consumidores têm buscado alternativas, comparando o custo-benefício entre os combustíveis. Especialistas lembram que os preços seguem influenciados pelo mercado internacional do petróleo, pela cotação do dólar e pelas políticas tributárias estaduais, fatores que mantêm a volatilidade e pressionam o bolso do motorista.