O valor final ficou abaixo das projeções iniciais do governo, que chegaram a estimar R$ 1.631 e, posteriormente, R$ 1.627

Goianésia - O governo federal confirmou que o salário mínimo em 2026 será de R$ 1.621, ante R$ 1.518 em 2025, o que representa um reajuste de 6,79%. O novo valor entra em vigor em janeiro, mas será efetivamente percebido pelos trabalhadores a partir de fevereiro, quando ocorre o pagamento do primeiro salário do ano.

Segundo cálculos do próprio governo, cada aumento de R$ 1 no salário mínimo gera cerca de R$ 420 milhões em despesas obrigatórias, o que amplia o impacto fiscal do reajuste sobre as contas públicas.

Para o morador de Goianésia, Leandro Borges, o percentual de aumento é relevante, mas não garante melhora no poder de compra. Ele avalia que a alta constante dos preços compromete o efeito do reajuste no orçamento familiar.

“O problema é que as coisas aumentam antes do salário. Se o salário subisse e os preços ficassem como estão, já ajudaria bastante. Mas não é o que acontece”, relata.

Com o reajuste de R$ 103, o impacto fiscal total estimado é de aproximadamente R$ 43,2 bilhões. De acordo com o Dieese, o salário mínimo serve de referência para cerca de 59,9 milhões de brasileiros, influenciando diretamente salários, benefícios previdenciários do INSS e contribuições de microempreendedores individuais.

A goianesiense Karine Gomes também demonstra preocupação com o custo de vida. Para ela, os reajustes salariais não acompanham a escalada dos preços, especialmente dos itens básicos.

“Quando falam que o salário vai aumentar, em vez de alegria, dá até um desespero. Toda vez que o mínimo sobe 100 ou 200 reais, as coisas básicas aumentam muito mais. De um tempo pra cá, isso tem sido realmente preocupante”, afirma.

O reajuste do salário mínimo leva em consideração a inflação acumulada em 12 meses até novembro de 2025, de 4,18%, conforme dados do IBGE, somada a um ganho real de 2,5%, com base no crescimento do PIB de 2024, limitado a esse percentual.

O valor final ficou abaixo das projeções iniciais do governo, que chegaram a estimar R$ 1.631 e, posteriormente, R$ 1.627, sendo agora confirmado em R$ 1.621.