Alta no preço do produto acompanha valorização do dólar

Goianésia- A suinocultura brasileira mantém ritmo de crescimento e se consolida como uma das principais forças do agronegócio nacional. O avanço reflete investimentos em tecnologia, melhoramento genético e manejo mais eficiente nas granjas. Apesar da alta nas cotações, o setor encerrou o ano com produção estável, recorde de exportações e demanda aquecida no mercado interno.

A superintendente de Produção Rural da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, Patrícia Honorato, destaca que a demanda tem crescido tanto no mercado interno quanto no internacional. “No mercado externo, a valorização do dólar eleva o preço pago ao produtor. Além disso, no segundo semestre, enfrentamos uma oferta reduzida, com poucos animais em terminação para abate, o que também favoreceu a valorização”, afirma.

O crescimento da suinocultura impulsiona outros setores, como a indústria de rações, o transporte e os frigoríficos, gerando emprego e renda. A adoção de boas práticas sanitárias e ambientais tem permitido atender às exigências do mercado interno e externo, ampliando as oportunidades comerciais.

Patrícia Honorato explica que os produtores goianos têm investido em tecnologia para aumentar a produtividade e fortalecer a competitividade. “Nossos produtores são muito eficientes no ambiente de terminação e no rendimento de carcaça. No cenário internacional, nosso principal parceiro é Singapura, seguido de países africanos e da Geórgia, com relações comerciais importantes para a carne suína”, observa.

Com a crescente demanda por proteína animal, as perspectivas para a suinocultura seguem positivas. Especialistas avaliam que o crescimento sustentável depende do equilíbrio entre produtividade, bem-estar animal e responsabilidade ambiental, garantindo desenvolvimento econômico e segurança alimentar.