Goianésia- O mercado brasileiro de motocicletas vive um momento histórico. Dados consolidados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores mostram que, entre janeiro e novembro de 2025, mais de dois milhões de motos foram emplacadas no país, o maior volume de vendas dos últimos 14 anos. O resultado supera, inclusive, o recorde anterior registrado em 2011. Em Goianésia, esse crescimento também é percebido no movimento diário das concessionárias.
A vendedora Ana Beatriz observa que cada vez mais pessoas têm optado pela motocicleta como principal meio de transporte. “Com a ampliação das concessionárias, o consumidor passou a comparar melhor. Hoje, muitas motos usadas custam quase o mesmo que uma nova. A vantagem da moto zero quilômetro é a garantia, o menor custo de manutenção, a economia e a tecnologia embarcada”, explica.
Segundo o levantamento da Fenabrave, entre janeiro e novembro de 2025 foram licenciadas exatamente 2.004.150 motocicletas, o que representa uma alta de 16,2% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram vendidas cerca de 1,72 milhão de unidades. Em novembro, apesar de uma leve queda em comparação com outubro, o setor manteve ritmo elevado, com mais de 180 mil emplacamentos no mês.
Para Ana Beatriz, fatores como praticidade, economia e facilidade de pagamento ajudam a explicar a preferência crescente dos consumidores. “Hoje em dia, existem várias opções de compra, como financiamento, consórcio e parcelamento no cartão de crédito. Além disso, a manutenção é mais acessível, com revisões feitas na própria concessionária e preços fixos”, afirma. Segundo ela, esse conjunto de fatores tem impulsionado o crescimento das vendas de motos zero quilômetro em Goianésia. “A cidade cresceu muito nesse segmento, e a tendência é continuar crescendo”, completa.
Em municípios como Goianésia, onde atuam concessionárias oficiais de diferentes marcas, a expectativa é de que o aquecimento do mercado se mantenha em 2026. O cenário favorável também estimula o fortalecimento do setor de serviços, a geração de empregos e a ampliação da oferta de crédito, impulsionando ainda mais o mercado local ao longo do próximo ano.




