Goianésia-As articulações para as eleições de 2026 seguem intensas e movimentam lideranças políticas em diferentes regiões do país. Nos últimos dias, a confirmação do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, como pré-candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Ronaldo Caiado ampliou as discussões sobre o projeto nacional do partido. Em Goiás, outro tema que ganha espaço é a formação da chapa para o Senado, diante do crescimento no número de pré-candidatos. Em entrevista exclusiva à RVC FM, o professor, advogado e político Vilmar Rocha analisou os dois cenários.
Vilmar Rocha afirmou que a indicação de Gilberto Kassab será submetida à convenção nacional do PSD, marcada para o fim deste mês. Segundo ele, o ambiente entre dirigentes e lideranças do partido é de expectativa para o início mais intenso da campanha eleitoral.
"Na semana passada, ele foi indicado como vice e vai ser referendado pela Convenção Nacional do PSD no próximo dia 26 de julho, aqui em São Paulo. Eles estão entusiasmados, empolgados e acreditando que, agora, inicia-se a campanha. Todos estão confiantes de que a candidatura do nosso candidato, do PSD, do Ronaldo Caiado, vai crescer nas pesquisas."
Na avaliação de Vilmar, a presença de Kassab na chapa pode ampliar o engajamento de lideranças da legenda em todo o país.
"O Kassab está empolgado e acredito que ele vai conseguir trazer muita gente do PSD que, naturalmente, não apoiaria o Caiado. Agora, com o Kassab na vice, eles ficam comprometidos em apoiar o candidato do partido. Afinal de contas, são mais de mil prefeitos, vereadores e deputados em todo o Brasil."
Durante a entrevista, Vilmar Rocha lembrou a trajetória política de Gilberto Kassab e considerou que a experiência acumulada em cargos públicos pode contribuir para um eventual governo.
"O Kassab foi prefeito de São Paulo durante seis anos, fez uma boa gestão, foi duas vezes ministro de Estado, deputado federal e hoje é considerado um dos grandes articuladores nacionais. Se o Ronaldo fosse eleito presidente, dificilmente teria nome melhor para fazer a articulação política e construir uma ponte com o Congresso."
Para ele, a composição entre Caiado e Kassab cria condições para ampliar a presença do PSD no cenário nacional. "Acho que a aliança foi boa, foi positiva e agora é bola para frente."
Norte e Nordeste aparecem como desafio eleitoral
Ao comentar a disputa presidencial, Vilmar Rocha avaliou que o principal desafio da chapa será ampliar sua presença em regiões onde o eleitorado historicamente vota em outras forças políticas.
"No Nordeste, a presença do Lula é muito forte, mas vamos tentar dividir isso lá. Já no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a candidatura do PT não é forte. O grande desafio é ocupar o principal espaço da centro-direita da oposição."
Segundo ele, a estratégia do partido será buscar crescimento nas pesquisas ao longo da campanha. "O nosso grande desafio é colocar o Ronaldo no segundo turno. Se ele for para o segundo turno, acredito que terá condições de unificar esse campo político."
Disputa pelo Senado segue indefinida em Goiás
Além do cenário nacional, Vilmar Rocha comentou a formação da chapa para o Senado em Goiás. Para ele, a existência de vários pré-candidatos pode modificar a dinâmica eleitoral até a realização das convenções.
"Eu tenho dito sempre que o ideal seria ter apenas dois candidatos. Se tivesse dois candidatos, haveria uma grande chance de eleger os dois. Com essa divisão, pode haver algum problema."
O cientista político acredita que há espaço para mudanças antes da definição oficial das candidaturas. "Daqui até a convenção, no dia 5 de agosto, as coisas podem mudar. Em política, tudo muda com muita rapidez. Se não mudar, permanecem os quatro candidatos."
Convenções devem definir cenário das eleições
Embora os principais grupos políticos já tenham iniciado suas articulações, Vilmar Rocha avalia que o quadro eleitoral ainda está em construção e pode sofrer alterações nas próximas semanas, especialmente com a oficialização das candidaturas durante as convenções partidárias previstas para agosto. Até lá, negociações entre partidos e lideranças devem continuar influenciando a composição das chapas para a disputa presidencial e para o Senado em Goiás.




