Goianésia- O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, declarou apoio à pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Presidência da República. A manifestação ocorreu na tarde desta quinta-feira (9), durante encontro na Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), em Porto Alegre.
A reunião marcou o primeiro encontro público entre os dois após a disputa interna no PSD que resultou na indicação de Caiado como pré-candidato do partido ao Palácio do Planalto. O encontro também ocorreu após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Junior, que era inicialmente apontado como nome preferencial dentro da sigla, segundo articulações internas conduzidas pelo presidente nacional do partido, Gilberto Kassab.
Após uma conversa reservada, Leite e Caiado afirmaram ter pontos de convergência para um projeto nacional, embora também tenham reconhecido divergências políticas. Leite afirmou que “temos muito mais pontos de convergência do que diferenças” e destacou a importância do diálogo entre posições distintas na construção de alternativas políticas.
O governador gaúcho também afirmou haver divergências em relação à leitura de Estado brasileiro em comparação ao Partido dos Trabalhadores (PT), além de diferenças em temas específicos, como a discussão sobre anistia a envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
Em publicação nas redes sociais, Leite afirmou que se desculpou com Caiado por não tê-lo parabenizado anteriormente pela indicação como pré-candidato e reiterou discordâncias em relação à estratégia do partido, sem desqualificar a trajetória do governador goiano. Ele também disse ter entregue uma carta com pontos que considera relevantes para o debate eleitoral e se colocou à disposição para contribuir com a construção de uma alternativa política.
O documento apresentado por Leite reforça a defesa de uma agenda voltada ao equilíbrio institucional, ao diálogo e à responsabilidade fiscal, além de mencionar preocupações relacionadas ao tema da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Segundo o texto, uma eventual pacificação nacional não deveria ocorrer a partir de medidas amplas de perdão logo no início de um governo.
Inicialmente, a agenda entre os dois estava prevista para ocorrer no Palácio Piratini, sede do governo gaúcho, às 10h30. No entanto, o encontro foi transferido para a sede da Farsul após um imprevisto envolvendo o deslocamento aéreo de Leite, que ficou retido em São Paulo devido a uma pane no sistema de controle de tráfego aéreo.
O encontro ocorre após o processo interno do PSD que definiu Caiado como pré-candidato à Presidência, em meio a disputas internas após a retirada de outras pré-candidaturas e reorganização das forças dentro da legenda.




